Domingo (quase) legal!

Gastronomia

Todos que me acompanham sabem que os nossos DOMINGOS, estando em Vitória, são um DIA ESPECIAL, quando acontece o nosso tradicional almoço in family para reunir a família em torno de uma bela mesa, tentando fazer os pratos preferidos dos filhos e juntos celebrarmos a vida e o que DEUS generosamente nos concedeu. Mas, há raramente um dia em que, por alguma razão, optamos por sair da rotina. E foi o que aconteceu, ontem.
Escolhemos por matar saudades de nos deliciarmos com um caranguejo. E lá fomos nós para o ILHA DO CARANGUEJO, que não conhecíamos, em Jardim Camburi. Já tínhamos ido ao de Vila Velha e o atendimento não chegou a ser RUIM. Lá chegando, nossa filha, TERRY, já nos esperava com CIDINHO e meu neto, JORGE. A casa lotada, uma decoração confusa, mas aceitável. Feitos os pedidos, solicitamos os caranguejos de entrada, pastéis de camarão e o prato principal.  Depois de algum tempo, resolvemos saber a demora do caranguejo, o garçon assustado: “Ainda não trouxeram"? Eu: "Não, acho que foram pegar no mangue"! Ele sorriu e foi buscar.
Logo chegou o prato principal junto e TERRY, que não quis CARANGUEJO, ao provar o tal CHICLETE DE CAMARÃO (???) sentiu que estava FRIO, mesmo vindo na panela de barro. O gerente vendo, se aproximou educado e quis nos convencer que nesta receita não é possível servir muito quente. Mas, lhe foi explicado que não estava “MUITO QUENTE” nem QUENTE, estava FRIO, só deixaram o queijo ou o “chiclete” derreter. 
A porção de arroz para quatro, se nosso filho JOSUÉ estivesse conosco, não daria. Apenas um bowl pequeno. Foi levado para a cozinha e quando servido outra vez, o garçon foi simpático e disse que fizeram outro. Mas, a temperatura era a mesma. E eu detesto comida fria. Comigo é: ou fervendo ou gelada. Mas, já que estávamos ali, não estragaríamos o dia. Embora até o fundo musical era depressivo! A seleção musical nem tanto, mas a interpretação, por exemplo, de “TAVA ESCRITO” acho que ele conseguiu APAGAR com a voz. Fui pedir a conta e um cafezinho, quando TERRY interferiu e disse: “Pai, não! Vamos tomar lá em casa!” Concordei.
Enquanto a conta chegava, ouvimos um coro cantando “PARABÉNS PRA VOCÊ” vindo em nossa direção e se ajeitaram na mesa ao lado com um pequeno bolo e com um adorno de cabeça para a aniversariante. ELIZA, como sempre, leve e distraída, falou: “Você viu, ainda colocam um chapéu de flores na cabeça da aniversariante." Eu: "Não, minha filha! Aquilo era um imenso CARANGUEJO com as pernas espalhadas para todos os lados!" Já atravessando a calçada, do lado da rua, caímos na gargalhada. Foi pelo menos o que fez o nosso domingo QUASE legal. Afinal, tem sido tão difícil arranjar motivos para sorrir que valham a pena! Quá... Quá... Quá... Imagem de John Ayers por Pixabay 

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