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CLASS/TURISMO

PANAMÁ: UMA GRANDE SURPRESA

Você já foi ao PANAMÁ? Se a resposta for não, acho que vale a pena ir conhecer. Eu disse conhecer. Não é um lugar que devemos repetir pois já disse, várias vezes, que o mundo é muito grande para gastarmos nossos dólares tão difíceis de juntar visitando o mesmo país. Abro exceção para PARIS, NOVA YORK e países asiáticos, em especial a CHINA. Mas, essa é a minha opinião, se você tem dinheiro e gosta, se realize fazendo o que lhe agrada.
Sempre ouvi falar muito que o PANAMÁ era um país atrativo turisticamente por ser Zona Franca. Talvez, em outras épocas, porque com o dólar batendo no paralelo R$ 4,30 deixa, sem dúvidas, de ser. Aliás, viajar para comprar já deixou de ser atrativo há muito tempo, a não ser para os amantes de outlets; que não é o nosso caso.
O PANAMÁ é um país com quase o mesmo número de habitantes que o nosso Estado do Espírito Santo, tendo hoje aproximadamente 4 milhões de pessoas. Mas, tem grandes vantagens que o tornam interessante. Nem sempre foi assim: o país viveu altos e baixos por décadas, desde que o espanhol VASCO NUNEZ BALBOA, no século XVI, teve a ideia da construção do CANAL DO PANAMÁ que se tornou uma das sete maravilhas do mundo moderno, com uma extensão de 77,1 Km. A construção durou mais de um século e das 43 mil pessoas que trabalharam na sua construção, 20 mil franceses morreram de febre amarela e mais 5,6 mil norte-americanos.
É impossível dissertar à altura a grandiosa obra. Evidente que para os turistas é o ponto principal de visita e paga-se US$ 20 para fazê-la. Cerca de 40 a 45 embarcações passam por ali e garantem o espetáculo, que mostra, em três etapas, o nivelamento das águas para dar profundidade ideal à travessia. O trecho possibilita a economia de até uma semana de viagem só pela passagem do Atlântico para o Pacífico. Isso garante uma fonte de renda inesgotável para o País. Há uma variação de preços, mas o registro do maior valor já pago até hoje, pelo navio NORWEGIAN PEARL, foi de US$ 375.600 (trezentos e setenta e cinco mil e seiscentos dólares). Mas, em média, segundo o nosso guia, a taxa é de US$ 35 mil a US$40 mil, o que garante, mais ou menos, US$ 9 trilhões por ano. Sim, senhor! Nove trilhões de dólares anualmente.
OS PODERES PANAMENHOS – O poder do País tem um presidente, dois vice-presidentes e um Conselho de Ministros. Eles garantem um mandato por cinco anos, sem direito a tentar reeleição. Atualmente, o último presidente, RICARDO MARTINELLI, está na prisão e busca ganhar o direito de prisão domiciliar. Ele é acusado de corrupção e peculato. Embora seja obrigatório que o cidadão panamenho vote, não há nenhuma penalização caso não o faça.
ARQUITETURA FANTÁSTICA – Não há como tentar conhecer qualquer lugar sem visitar os seus museus, onde encontramos a história local. Além do Museu do Canal, que é interessantíssimo, visitamos o Museu da História do Panamá e o Museu da Biodiversidade, que causou perplexidade aos panamenhos com o valor declarado de sua construção – US$ 90 milhões.
Uma coisa nos chamou a atenção: em quase todos, não se cobra a visita e sempre temos à disposição professores formados dispostos a nos acompanhar e esclarecer cada detalhe do que está exposto. Uma das mais belas atrações turísticas é CASCO VIEJO (ou CASCO ANTIGUO), uma cidade colonial, construída em 1671, que sofre uma total recuperação em seus lindíssimos casarios de cores vibrantes. Ali estão o artesanato típico panamenho, que é riquíssimo e bem diferenciado, com preços ora vantajosos e, em outros tipos, nem tanto. É um local para você se perder em ruelas e descobrir museus, igrejas, bares e restaurantes. Não há nenhum perigo em caminhar porque ali existe um policiamento ostensivo, já que é também o local do Palácio Residencial.
Não há como ignorar a arquitetura na Cidade do Panamá. Em alguns lugares, muito se assemelha aos espetaculares prédios de DUBAI. E não é só o que já está concluído, mas os muitos que estão em fase de construção. Um dos mais impressionantes é o F & F Tower, que tem o apelido de “parafuso” e é belíssimo. Mas, o maior é o antigo TRUMP TOWER, hoje o BAHIA PANAMÁ. Trata- se de um prédio misto, com uma parte residencial e outra funcionando um hotel com cassino. Ele tem 284,4 metros de altura. Outros maravilhosos são o OCEAN TOWER e o RIVAGE.
SHOPPINGS CENTERS – Se existe mais uma coisa que impressiona no PANAMÁ é a dimensão dos shoppings centers. Há quem diga até que o País é o paraíso dos shoppings. Os mais visitados são o MULTIPLAZA, o ALBROOK, que fica mais distante da cidade, o METROMALL e o mais novo e mais chique de todos – o SOHO MALL. Nele, estão instaladas as lojas da maioria das grifes internacionais como DIOR, DOLCE & GABBANA, FENDI, GUCCI, LOUIS VUITTON e até uma doceria LADURÉE ainda não inaugurada.
Aliás, a loja da DIOR deve ser a maior de todas espalhadas pelo mundo. O movimento é bem pequeno, uma vez que ali os valores são bem diferenciados também.
MERCADO DE MARISCOS – Eles, os panamenhos, fazem questão de comentar e sugerir uma visita ao MERCADO DE MARISCOS, que fica entre a Cinta Costeira e o Casco Antiguo. Mas, se você for um turista um pouquinho mais exigente, acho que não vale a pena; e nem entendi a razão de quererem incluí-lo como point. Talvez, porque uma das atrações é o CEVICHE, que é vendido a partir de US$ 1 e, geralmente, em lugares como aqui no Brasil, custa em torno de R$ 40. Lá, se você for almoçar, eles dão até de cortesia.
Mas, em compensação, você escolhe a lagosta para grelhar e o menor preço fica em torno de US$ 25 e não é lá grandes coisas. Além disso, ao adentrar no mercado, você é SUFOCADO por funcionários dos restaurantes brigando pelos clientes. Honestamente, não vale a pena.
HOTELARIA - Como o turismo é uma das maiores fontes de renda do País, a oferta de hotéis das maiores redes estão ali à sua disposição. O que você pensar de melhor em hotelaria, encontrará no Panamá. Vale acrescentar a categoria do atendimento. Pode existir igual; melhor, impossível. Todos são treinados para que você usufrua do melhor durante a estadia.
A nossa escolha foi pelo WALDORF ASTORIA HOTEL, onde as suítes amplas, breakfast farto, chique e cheio de detalhes nas arrumações dos buffets, que fazem a diferença; e produtos de banho assinados por Salvatore Ferragamo, já garantem bons momentos. E nem pensem que por isso se paga uma fortuna. São bem mais baratos que os nossos hotéis de montanha.
A MOEDA – Na Cidade do Panamá, não é preciso se preocupar em conversão de moeda porque oficialmente o comércio funciona com o dólar americano. Eles têm uma moeda que é o BALBOA, homenagem ao espanhol que teve a ideia de construir o Canal do PANAMÁ; mas, só em moedas, para facilitar o troco. Não existe em papel. O nosso real até aparece nas casas de câmbio, mas com uma cotação bem desvalorizada. Enquanto aqui um dólar valia R$ 4,30, se quiséssemos trocar seria R$ 5,70 por um dólar.



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