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CLASS/TORPEDO

01/03/2019 15:30 pm

É TEMPO DE ALEGRIA!!!

Melhor lembrar das coisas boas do que ter de compartilhar notícias nada agradáveis que rolam por aí, né não? Pois é… hoje, me veio a lembrança dos maravilhosos carnavais na adolescência, quando muita gente saía fantasiado de mascarado para se divertir. Uns colocavam macacões de cetim, pegavam uma espécie de fronha e deixavam apenas os olhos e a boca visíveis. Os mais caprichosos faziam pinturas nos olhos, no contorno dos lábios, chucas com laços de fitas nas pontas. Quando as crianças viam, saíam correndo com medo. Naquela época, não existiam a violência e a maldade como hoje, por isso a fantasia era permitida.
O tablado na Praça Costa Pereira, e arredores, era a concentração de milhares de pessoas externando sua alegria. Os homens sempre vestidos de saias, perucas e deixando o peito cabeludo mostrando a sua virilidade (?) para dissipar qualquer dúvida. Raramente acontecia alguma briga de rua; ali, o único objetivo era a diversão.
A Av. Jerônimo Monteiro ficava totalmente lotada, com gente saindo pelo ladrão. Do outro lado, na Av. Princesa Isabel, o desfile de blocos e escolas de samba. De sexta-feira à noite até a quarta de cinzas. Vivemos uma época que brincar carnaval custava pouco e, talvez, a tranquilidade se multiplicava em felicidade. As marchinhas eram irreverentes, mas com pitada de inocência; muito longe do palavreado escroto que se vê agora.
Os clubes ficavam hiper lotados, com grupos de família e amigos, durante todos os dias, até o raiar do sol, com bandas executando músicas lindas e animadas, que obrigavam quase todos a percorrer o salão em círculo, abraçados com namorados, maridos, esposas ou propiciando um início de romance. E quantos acabaram casando e formando famílias!
O carnaval ainda é a festa da alegria, mas nunca mais terá a magia e a inocência cantada por poetas que faziam seus versos musicais, como fez Chico Buarque de Holanda em NOITE DOS MASCARADOS, que cantávamos: “Deixa o dia raiar, que hoje eu sou da maneira que você me quer. O que você pedir, eu lhe dou, seja você quem for. Seja o que Deus quiser! Seja você quem for! Seja o que Deus quiser!” Ou, então, a explosão final nos salões com CIDADE MARAVILHOSA, que todos cantavam na despedida de mais um carnaval.
Hoje, não existe mais os bailes em CLUBES porque o ECAD passou a cobrar valores tão exorbitantes que matou mais essa alegria do povo. O CARNAVAL FAMÍLIA, assim, deixou de existir para muitos que não gostam de escolas de samba porque ficam reféns de um horário para se divertir. Mas, nem por isso você deve lamentar porque o mundo, a cada época, tem maneiras e costumes para tudo. É bom deixar claro que o seu presente, as suas alegrias de agora, serão as boas lembranças no futuro. Bom carnaval!!!



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Um Comentários

  1. Marisabuteri disse:

    Boa noite, Jorginho.
    Lindas lembranças de um tempo sem maldades.
    Lembro que morava em VV e meus Pais traziam os filhos
    para assistir os blocos.. e nos clubes.
    Interessante que era a família que levavam os filhos..
    Tão diferente de hoje.
    Deu saudades.
    Obrigada por nos presentear com histórias vividas
    Abraço

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