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CLASS/MATéRIA

MEGHAN E HARRY: NA REALEZA, LONGE DA REALIDADE

Por JG
Quando o mundo não tinha internet e a infância era curtida de uma maneira muito mais ingênua, era comum que os pais, tios e padrinhos juntassem num final de tarde as crianças para contar histórias e falar de CONTOS DE FADAS, onde príncipes e princesas eram protagonistas de romances com final feliz.
Sem dúvida, o mundo era muito melhor! Era possível conduzir as crianças para caminhos onde a violência, o ódio e a competição exacerbada não tinham vez. Tudo isso para começar a contar para vocês que pela segunda vez vivemos mais um CONTO DE FADAS, onde um príncipe de verdade se casava com uma plebeia fazendo pouco mais de 2 bilhões de pessoas reviverem uma época onde o AMOR era mais for­te que o preconceito e as maledicências.
Depois de ter assistido ao casamento de Kate e William, anos atrás, onde a emo­ção e a beleza se enraizaram em nossa mente, passei a ter minhas economias para que se um dia ainda estivesse vivo, quando anunciado outro casamento, o do príncipe HARRY, pudesse reviver mais um momento histórico da nossa vida.
Quem me conhece sabe que adoro o GLAMOUR, o LUXO me fascina tanto quanto a SIMPLICIDADE dos que têm e conseguem se manter naturais. Pois bem, assim que anunciado o casamen­to, comecei a me organizar para vê-lo de perto. Em tempos bicudos, um gran­de desafio, afinal a moeda inglesa colo­ca qualquer plebeu assustado. Ela vale simplesmente 6 vezes mais que o REAL. A nosso favor, o fato que não fazíamos nenhuma viagem para o exterior há mais de dois anos e que depois de mais de 70 viagens internacionais já educa­mos o cérebro para deter o impulso e segurar o cartão de crédito.
Mas, quando chegamos em Londres, na véspera, já sentimos muita diferen­ça do primeiro casamento. Aqui, li to­das as colunas e reportagens e constatei que nenhuma comentou isso. Foi sim um grande evento, afinal tratava-se de um príncipe travesso e uma atriz divor­ciada, com descendência negra, mas a pompa, o luxo e os detalhes de modo geral nem de longe podem ser compa­rados. Talvez, claro, o primeiro tem to­das as chances de um dia vir a ser um REI, enquanto para o irmão as chances são mínimas.
Por lá se comentava inclusive que a ra­zão do casamento se realizar em Wind­sor foi proposital. A cerimônia religiosa e a festa aconteceriam dentro do pró­prio castelo, o que já facilitaria a segu­rança e diminuiria custos. E deve ter fundamento. No casamento de Kate e William, o cortejo das carruagens pe­las ruas de Londres foi algo para emo­cionar. Imagine mais de 15 carruagens douradas com vidros de cristal bisota­do, carregadas por belíssimos cavalos fazendo um gigante cortejo até a chega­da da noiva e, após o casamento, acom­panhando os noivos até o Palácio de Buckingham. Sem contar com o desfile da Guarda Real e seus uniformes belís­simos ao som de uma banda entoando hinos de fazer careca ficar com os ca­belos em pé. Ah, meus caros, por mais que eu tente descrever ainda ficarei de­vendo!
Quando chegamos a Windsor, ainda não era oito da manhã, mas as ruas es­tavam literalmente lotadas. Aliás, as emissoras de TV mostraram que algu­mas pessoas, para pegar um bom lu­gar, dormiram dois dias nas ruas, assim como no Brasil os pobres coitados dos pais fazem para garantir a matrícula de um filho na escola. Daquele jeito. Mas, o nosso guia mora em Windsor e nos garantiu um local privilegiado, qua­se um camarote, e às 13 horas, quando finalmente os noivos foram receber os aplausos da multidão desfilando na car­ruagem pelas ruas, pudemos registrar e ver a menos de três metros o desfile.
A noiva, como todos já comentaram, é de forte personalidade. Tanto que os “urubutingas” londrinos fazem apos­ta que o casamento não terá vida lon­ga porque as regras impostas pela rea­leza são bem diferentes da que ela vi­veu como atriz. Mas, há controvérsias porque os olhares parecem transmitir um amor verdadeiro entre eles. E com amor não há nada que possa ameaçar um relacionamento.
O LOOK E A SURPRESA – Até o momento final ninguém conseguiu desco­brir quem assinaria o vestido da noiva. Geralmen­te, eles entregam a um estilista inglês para natu­ralmente projetá-lo. Ela quebrou o tabu entregan­do para a Maison Givenchy, mas com desenho de uma inglesa. O modelo não tinha nada de espe­cial, nada mesmo; mas, em compensação, o véu e a tiara que a rainha Elizabeth tirou do seu acervo familiar e cedeu para ela usar foram suficientes para de fato e de direito lhe dar ares de princesa. Tudo isso complementado por joias CARTIER.
Outra coisa muito comentada por aqui, e muitos me perguntam, é se ela realmente estava sem ma­quiagem. Não, estava com uma maquiagem per­feita e adequada para o horário, afinal ela aden­trou a igreja ao meio-dia. Uma pele ainda jovem, bem-tratada, hidratada, não necessita de másca­ras, corretivos e os exageros comuns usados por aqui. Olhos contornados, batom natural e pronto. O noivo optou pelo uniforme militar, o que ga­rante um visual mais sofisticado e elegante.
Uma coisa interessante é que as pessoas vão para as ruas produzidas como se tivessem sido convi­dadas. Quase todas as mulheres usando chapéus e fascinators. A rainha Elizabeth optou por vestido e casaco su­perposto em tons de verde e rosa, mas nada que lembrasse a velha guarda da Mangueira, tudo em tom pastel. É impressionante o quanto o povo vi­bra, grita e ama a sua rainha. Alguns chegam a chorar de emoção só em vê-la passar ou numa aparição num telão.
STAND BY ME - Sem dúvida alguma, um momento que causou maior emoção foi a apresentação do co­ral gospel The Kingdom Choir, tendo à frente como regente a maestrina Karen Gibson e cantando a mú­sica STAND BY ME, bastante conhecida pela grava­ção com os Beatles. Nas ruas, o povo inteiro acom­panhava cantando.
O MAGNÍFICO BUFFET - O cardápio da festa após o casamento foi descrito minuciosamente pelo jornal The Guardian: eram sete entradas, tendo entre elas aspargos ingleses grelhados com presunto de Cúm­bria, crioquetes de confit de cordeiro de Windsor e tartare de tomate e manjericão. Depois, três pratos principais, mas a sensação teria sido a carne de por­co de Windsor assada durante 10 horas e servida com compota de maçãs.
E os doces? Bem, lá não existem, como no Brasil, os “docinhos” que fazem a galera ir à loucura, mas foram servidas três sobremesas: macarons de pis­tache e champanhe, tarteletes de crème brulée de laranja e tartaletes crocrantes de rubaiardo. Para complementar, o tão polêmico bolo de limão e flor de sabugueiro coberto de manteiga e flores naturais.
A TRADIÇÃO NO BUQUÊ - O buquê da noiva ti­nha flores colhidas pelo próprio príncipe Harry. Eram MIOSÓTIS, que eles por lá chamam de “não-me­-esqueças”, além de lírios, jasmins, astibles e as­trantias. Como é tradição, o buquê, agora da duque­sa de Sussex, foi depositado no túmulo do soldado desconhecido na Abadia de Westminster, como tam­bém fizeram Lady Di e Kate.
Já todas as flores usadas na decoração da festa, assinada pela florista PHILIPPA CRADDOCK, fo­ram doadas ao Asilo de Saint Joseph, que cuida de pessoas idosas com doenças graves. Foram feitos vários buquês e entregues a cada um dos interna­dos. Lindo!
NENHUM POLÍTICO FOI CONVIDADO - Ao contrá­rio do casamento de Kate e William, o de Meghan e Harry excluiu todos os políticos e autoridades do mundo inteiro da lista de convidados. Por decisão da rainha Elizabeth, nem mesmo a primeira-ministra Theresa May foi convidada.
CONTENDO A EMOÇÃO – Reza a lenda que na nobreza é proi­bido chorar em público, o que acho o maior absurdo; mas, quem sou eu para contestar. A senhora DORIA RAGLAND, mãe da noiva, conteve sua emoção embora nada tivesse a ver com a nobreza até aquele instante, o que acabou emocionando ainda mais as pessoas e ganhando a admiração e carinho do público.
AS MAIS ELEGANTES – Muita gente estranhou a simplicidade e a coragem de Kate Middle­ton em usar a mesma roupa que havia vestido recentemente, num batizado. Todos esperavam por ela, mas, naturalmente, Kate preferiu a discrição e dar vez para sua concunhada MEGHAN brilhar. Mas, duas mulheres roubaram a cena na igreja: AMAL CLOONEY, esposa do ator George Clooney, num amarelo gema de Stella McCartney, e Kate Spencer, a esposa do irmão de Lady Di, tia do noivo, usando um modelo roxo com fascinator no mesmo tom.



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