CLASS

 


   
  Esqueci minha senha | Ainda não sou assinante    

CLASS/TORPEDO

11/05/2018 16:00 pm

CARTA ABERTA À MINHA MÃE

Vitória, todos os dias da minha vida!

Ah, que saudade!!! A vida se tornou sem sentido naquela noite de 18 de julho de 1974, quando Deus a levou do nosso convívio. Naquele instante, o mundo pareceu-me insignificante, nojento e viver passaria a ser um castigo. O tempo, o senhor da razão, foi clareando e mostrando de novo o sol, as estrelas, a lua e me trouxe outras boas razões para viver – meus filhos e, em especial, minha mulher. Uma companheira inigualável que passou a dividir alegrias e tristezas, o muito e, com muita altivez e dignidade, o nada, mas cheio de amor e compreensão.
Juntos construímos, com os mesmos ideais, a redoma de nossas vidas, a intimidade, o nosso chão onde cada granito representa uma vitória e cada adorno a história de nossas andanças pelo mundo afora. Conseguimos fazer um espaço de amor onde dividimos com amigos noites inesquecíveis nas quais o prazer e alegria de tê-los são uma realização pessoal. Como na época de minha adolescência, em que você, mãe, sentia o mesmo quando levava meus amigos para aqueles almoços espetaculares.
Hoje, você está tão distante, mas sinto-a tão próxima em cada passo, quando por aqui eles chamam de sucesso. O melhor de tudo: agradeço a Deus por não ter mexido com a minha cabeça, por continuar o mesmo MENINO da VILA RUBIM que sentava no seu colo naquela varanda e sentia suas mãos acariciando meus cabelos, beijando a cabeça e sempre com olhos brilhantes –sinônimos de felicidade.
Mãe, você não teve tempo de conhecer seus netos, mas eles devolveram-me aquela luz que se apagou quando você se foi. São maravilhosas criaturas pelas quais tenho imenso orgulho. Hoje, nesse dia especial, não posso mais que levar flores para seu túmulo, mas posso deixar registrado que tudo que sou hoje tem 50% dos seus ensinamentos com meu pai. Os outros 50% , desculpe-me, seria injustiça se não registrasse, pertence a outra mãe – Eliza, a mãe de meus filhos. Ela que sobretudo ensinou-me a ser tolerante, paciente e a procurar sempre o lado bom de cada ser humano, o que nela é extraordinário pois sempre foi uma mãe para os irmãos, sobrinhos e os amigos do coração.
E através desta deixo aqui um beijo especial para outras tantas mães que me adotaram pela vida, como D. Elza, D. Eunice, e que é extensivo a todas essas heroínas que dão vida a seres e pelo resto da existência só dedicam amor e carinho a eles.

JORGINHO SANTOS
Transcrito do Livro “NOS BASTIDORES DO SOCIETY II”, lançado em 2004.

 

Nas fotos abaixo, através de algumas mães, a CLASS homenageia todas pelo Dia das Mães! Que seja um domingo de felicidade e benção.

Manuela, Fabiana, Beatriz, Lorena e Ana Beatriz Croce

Ana Julia, Juliana e Christiana Braz Canedo

Graziela, Regina e Marcela Pagani

Júlia, Sophie e Peinha Mendonça

Maria Angela, Erildinho, Regina e Fernanda Martins

Maira, Millena e Serenuza Chamon

Sandra, Camila e Bruna Coser Guignone

Ana, Catarina, Carolina e Esmeralda Naeme de Sá

Fernanda e Marcos Julião Reggiani

Leila Paixão e João Miguel Neto



« VOLTAR

Um Comentários

  1. Eulalia disse:

    Jorginho, parabéns pela linda mensagem a sua Mãe , a Eliza , as demais mães que voce homenageia. O Seu Carinho, reconhecimento, amor, respeito pela sua Mãe demonstra o quanto voce é uma pessoa especial. Abraç

Deixe seu comentário