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CLASS/TURISMO

UM JORGE AMADO PELO MUNDO

Cheguei à conclusão que aquela energia da Bahia, aquele jeito diferente de ser, aquele borogodó que só os baianos têm, ainda nos dias de hoje, merecem estudos mais profundos. Isso depois de uma visita à Casa do Rio Vermelho, ou simplesmente a casa onde os célebres escritores Jorge Amado e Zélia Gattai viveram por mais de quatro décadas. O escritor deixou um legado para todo brasileiro se orgulhar. São 49 livros, distribuídos em 80 países e traduzidos em 49 idiomas. Mais que ele, no quesito vendas, apenas Paulo Coelho conseguiu superá-lo, mas nenhum outro com uma história de vida tão fascinante.
A casa, que foi restaurada em 2013 pela Prefeitura da Bahia, com um investimento de R$ 6 milhões, e inaugurada em 2014, nos leva a uma viagem ao mundo em que viveu o mais AMADO de nossos JORGES. Logo na entrada dos jardins, uma escultura de ferro de um EXÚ – ORIXÁ da comunicação entre os mundos material e espiritual – dá boas-vindas. Com pequenas tendas espalhadas pelos jardins, vídeos mostram facetas diferenciadas do escritor. No varandão da casa chama a atenção um azulejo pintado por nada mais, nada menos que o gênio PABLO PICASSO. Nos cômodos, estão expostas roupas dele e da esposa, Zélia, mobiliário do quarto, centenas de livros, presentes recebidos por personalidades do mundo inteiro, muitas cartas e cartões de agradecimentos de grandes personalidades do planeta. A parte mais alegre da casa é a cozinha, onde um vídeo mostra a famosa quituteira DADÁ ensinando pratos típicos baianos e soltando sua gostosa gargalhada.
OS DIREITOS RELIGIOSOS – Poucos sabem que o escritor foi deputado federal. E o interessante que não pela BAHIA, mas por SÃO PAULO. Jorge Amado, que aos 15 anos se entregou ao Candomblé, depois do seu exílio, quando regressou não viu outra maneira de lutar pela liberdade da escolha na opção religiosa e em 1945 foi eleito deputado federal pelo PCB, sendo o segundo mais votado. Daí conseguiu então criar o direito à liberdade do culto religioso.
UM VIAJANTE ADMIRÁVEL – Talvez ele tenha descoberto antes de muitos que viajar é a melhor forma de enriquecer conhecimentos. Tanto que numa época onde viajar era privilégio de poucos, ele chegou a conhecer 110 países. É bom dizer que a ONU reconhece a existência de 193 países, fora ilhas, o que o coloca numa posição de viajante  admirável.



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