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DOR CRÔNICA DA CHIKUNGUNYA

De acordo com o último boletim epidemiológico divulgado pela Secretaria de Vigilância em Saúde do Governo Federal, apenas em 2016 foram registrados 271.824 mil casos de Chi­kungunya no País, um aumento expressivo se comparado a 2015, que teve 36 mil casos. Segundo o Ministério da Saúde, houve ocorrência de casos em todo o país, mas com maior in­cidência no Nordeste (235.136 casos) e no Sudeste (24.478).
A cada ano vemos aumentar o núme­ro de casos de Febre Chikungunya e com eles as fortes consequências de debilidade gerada pela doença, sendo a mais importante a dor nas articu­lações ou juntas. Muitos desses pa­cientes relataram as dificuldades em realizar suas atividades rotineiras e as limitações ocasionadas pela dor crônica, que dura de meses até mais de um ano e requer tratamento espe­cializado.
Causada pelo vírus Chikungunya (CHIKV), que pode ser transmitida pelos mosquitos Aedes aegypti e Ae­des albopictus, a Febre Chikungunya tem a origem de seu nome do idio­ma africano maconde e cujo signifi­cado, não por acaso, é inclinou-se ou contorceu-se de dor, porque esta era a forma identificada das pessoas acometidas pela doença, desde a sua primeira notificação na África, em 1952.
Segundo o neurocirurgião especialista em dor pela UNIFESP, Dr. Claudio Fernandes Corrêa, apesar de a doença também causar febre alta, cansaço, apatia, são as dores articulares as prin­cipais causas de queixas dos pacientes. “É uma dor intensa, muito similar aos quadros de processos inflamatórios reuma­tológicos, que causam rigidez, perda da flexão do punho, torno­zelos e dedos dos pés e mãos. A febre também causa dores musculares.”
Como se não bastasse o quadro do­loroso, a Chikunguya ainda apresenta caraterísticas de cronicidade, com casos de dor que duram de meses até mais de um ano. Como ainda não há tratamento antiviral específico para a doença, as terapias visam amenizar os sintomas.
“Em uma primeira instância, são in­dicados medicamentos com parace­tamol de dois a cinco dias em doses que devem ser reduzidas gradativa­mente. Já o processo inflamatório crônico deve ser tratado da mesma forma com que se trata, por exemplo, a artrite reumatoide (uma doença au­toimune crônica). Dipirona pode ser usado e nos casos refratários fosfato de codeína e tramadol – que é potente opioide”, relata o especialista.



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