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CLASS/CRôNICA

MÃES: O AMOR INDESCRITÍVEL

Por Jorginho Santos
Falar de AMOR é sempre um grande prazer! Principalmente num mundo carente, onde se percebe que as pessoas cada vez mais se envergonham de demonstrar ou viver momentos de AMOR. Tenho a impressão que a maioria está condicionada a compartilhar o noticiário massacrante do ódio, da revolta e da violência, onde todos os dias ocupam 90% das telas e impressos, e até das redes sociais. Nas novelas, que eram uma fonte de inspiração para os românticos e apaixonados, o que menos se vê são cenas de AMOR. Deram espaço para personagens golpistas, cafajestes, gente mau-caráter se dando bem na vida, como de fato acontece na vida real. O problema é incentivar, induzir mais pessoas a seguirem esse caminho.
Exemplos absurdos de falta de respeito dos filhos com pais são comuns. Dias atrás, no seriado “Os Dias eram Assim”, houve o desabafo de uma mãe onde ela dizia: “Filhos homens são mais apaixonados pelas mães. Mesmo quando casam, eles nunca esquecem delas!” Sou contra todas as regras, nunca tinha ouvido algo parecido, mas sou obrigado a discordar. Conheço inúmeras famílias onde as mães se relacionam com as fi lhas e são quase inseparáveis. Amor de mãe é diferente sim! Indiferente do sexo.
Elas se doam por toda a vida para os fi lhos e, se por ventura brigam, discordam de alguma coisa, ainda as- sim vivem com sentimento de culpa. Quem priva da minha intimidade conhece um provérbio de minha autoria que uso há décadas: Quem não é bom filho, não pode ser bom em nada! É só partir do princípio que a ela devemos a vida, os anos inteiros de dedicação, muitas das vezes se privando de algo para ver o sor- riso dos fi lhos. Tive momentos, ou melhor, anos da minha vida que abdiquei de tudo para me dedicar à minha MÃE, que sofreu três anos e oito meses numa cama até falecer. E eu tinha apenas 19 anos quando tudo começou. No dia que ela se foi, o mundo parecia que não valia mais a pena.
Entretanto, tinha comigo a consciência tranquila que fiz o que pude. E faria tudo de novo. Hoje, vejo muitas pessoas alheias à velhice dos pais e alguns, até mesmo quando perdem, demonstram um senti- mento tão pequeno que é de assustar. Neste Dia das Mães, se você ainda tem o privilégio de poder abraçá-la, acrescente demonstrações de carinho, fale da importância que ela representa em sua vida, peça perdão por aquela grosseria feita num momento de ímpeto. Tenha certeza que para um coração de mãe, não pode existir presente mais valioso.
E não poderia terminar sem deixar o meu abraço afetuoso e cheio de admiração por todas as MÃES, em especial a Eliza Moreira Santos, que me deu três fi lhos maravilhosos e dividiu comigo a difícil arte de educar para o mundo. E também à minha filha, Terry, que se tornou um exemplo de mãe desde o primeiro instante do nascimento do meu amado neto JORGE. Feliz Dia das Mães!



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